As voltas da minha vida sempre foram de 360º. Sempre. Era oito ou oitenta. Simples assim. Até que você chegou. Amiga como poucos. Sintonia que não via há muito tempo. Vontade de saber que está tudo bem, de fazer tudo ficar bem. Eu deveria ter deixado dessa forma, porque estava gostoso só ficar te observando, ver como você rir bonitinho e tímido de canto de boca. Até que você deu outro 360º. Fiquei muito bem com isso. Super bem. Super satisfeita. Época nova. Pessoa nova. Sentimentos novos. Confiança. Esperança.
Aí, sem mais nem menos, você desfez a volta. Disse que não estava pronta, que foi cedo demais. Não vou dizer que fiquei satisfeita com isso, certo? Mas quem deu a volta foi você. Ela era sua. Você tinha todo direito de fazer com ela o que quisesse. Você seguiu com sua volta desfeita e eu segui com uma ilusão apagada. Até que você voltou. Tão inesperada quando chegou. Diz que voltou diferente. Você não nota que voltou exatamente igual? A única diferença é o compromisso que você jura de pés juntos que não quer ter. Quer saber? Você sabe que pode dizer que não se importa, mas implica com qualquer intimidade maior de alguém que você não conhece. Você me olha triste quando levanto para atender alguma ligação. Você sabe que pode ter milhões de mulheres mais bonitas, gostosas, atraentes, “orgulhinho para sair mostrando”. Sabemos disso. Mas você sabe muito bem que nenhuma delas é melhor que eu. Você prefere não ver, mas eu vejo você esse tempo todo.
Quero dizer que você chegou e mudou tudo. Mudou as minhas voltas, meu humor, meu jeito que tratar desconhecidos, mudou muita coisa. Mas não me mudou. Continuo precisando saber onde estou pisando. Eu preciso disso para arriscar, entende? Não temos um contrato, mas combinamos que não seremos. Não sei bem o que, mas não seremos. Eu quero que você continue dando muitas voltas na minha vida, mas não as desfaça. Nunca mais. Relaxa! Não vou morrer de amores por você. Não agora. Posso colocar um post-it na sua carteira? Eu tento ser sua, quero ter razão quando digo que você é minha. Mas esbarro nos seus limites.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
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