segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Se eu não te conhecesse tão bem, sua reação seria uma completa surpresa. Tudo que te disse naquele sábado foi verdadeiro. Quando sentei naquela calçada, tive medo de te perder. Você é uma das minhas grandes amigas. Isso eu não quero perder. Eu acho que confundi sentimentos. Eu te quero bem. Eu só te quero bem, vale dizer. Nem nas piores brigas desejei seu mal. Nada. Nem que um cisco entrasse no seu olho. Você sempre será minha avenca. É! Aquela do texto. Aquela que nunca imaginei que se tornaria algo tão grande e pela qual tive que abrir portas, janelas, telhado. Eu te disse coisas duras, porém sinceras. O que a gente tem é algo que ninguém jamais vai conseguir tirar. Falando por mim, pelo menos. Eu só não consigo mais viver nessa roda gigante metida a montanha russa. Porque é duro demais, exige demais, é ilusão demais. Gostaria de pedir desculpas pela minha reação. As lágrimas que deixei rolar foram verdadeiras. Você é daquelas que eu quero sempre perto, mesmo quando digo que não. Perguntar se você quer que eu desapareça é meu jeito estranho de perguntar se vai ficar tudo bem. Eu tive muito tempo para pensar. Muito. Eu compreendo você. Eu gosto de você. Amo você. Só desisti de nós duas como casal. Cansei de arremessar meu coração repetidamente contra sua muralha.

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